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POLÍTICA

The Soul of the World de Roger Scruton (*)

2015-05-26 | apresentado por João Vacas
The Soul of the World de Roger Scruton (*)

O livro que vos trago hoje chama-se The Soul of the World, a Alma do Mundo, e é um livro do filósofo inglês Roger Scruton. É um livro que vem na linha dos últimos que ele tem publicado, tem-se dedicado mais às questões do transcendente e da religião nos últimos anos, aliás publicou numa velocidade furiosa em 2012, 2013 e 2014, publicou um livro chamado Our Church, sobre a igreja anglicana, um chamado The Face of God, sobre a relação dos seres humanos com Deus. Publicou também um romance chamado Notes from Underground, sobre a sua experiência na República Checa enquanto participante de conferências clandestinas, enquanto animador de focos de dissidência, sobre o que foi viver os últimos tempos de um regime como o regime comunista. Esse livro também é marcado por uma nota sobre o transcendente. Este livro vem um pouco nesta sequência e talvez seja bom explicar aquilo que o livro não é.

O título do livro é indutor em erro, não é mais uma tentativa de provar a existência de Deus e também não é uma tentativa de apresentar uma construção filosófica coerente, é mais um trabalho de tópicos do que um trabalho analítico. O Soul of the World é mais uma tentativa de discorrer sobre a natureza humana e depois sim trabalhar a questão dessa relação com o transcendente, portanto é mais um livro sobre o que o Homem é do que apenas e só sobre a transcendência ou apenas e só sobre a defesa de uma determinada forma de religião ou de uma determinada crença. Ele pára aí, não chega a defender nenhuma forma de religião instituída, embora no livro Our Church reconheça a sua filiação, pouco convicta, na Igreja anglicana, mas é bastante mais uma reflexão sobre a nossa própria natureza como seres ambíguos ou paradoxais. A ideia principal é a ideia de um ser que está no limiar entre dois mundos, um ser que, como diria S. João, "está no mundo mas não é do mundo", portanto a ordem natural não chega para descrever o que é o Homem e isso é uma das primeiras notas que vale a pena frisar. Este livro parte dessa constatação, de que o Homem, sujeito auto-consciente, perspectiva mais do que apenas aquilo que as leis da natureza são capazes de lhe dar e anseia por isso, há uma constatação disso mesmo, estamos perante um ser que para além de ser complexo tem esta dupla vertente e vê a Natureza de, pelo menos, duas formas. Ele chama a isso o dualismo cognitivo, a ideia de que podemos ver as coisas de uma forma natural ou podemos procurar um significado para elas, portanto esta ideia de significado é tecida nas nossas relações interpessoais e não decorre directamente das leis da Natureza.

É deste ponto de partida, desta visão limite da fronteira de alguém que tem os pés na contingência mas que procura o que está para além disso, que acaba por fazer com que Scruton procure descobrir de que modo é que estas questões interagem de facto com o Homem nesse aspecto, ele revê-se numa ideia de que não é por acaso que usamos conceitos transcendentes no dia a dia, conceitos que vão para lá do que é meramente palpável do que é meramente imanente; se só recorrêssemos a esses conceitos não seríamos capazes de nos entender e não seríamos capazes de compreender o mundo tal como ele é. Ele aí pega na concepção Husserliana de Lebenswelt, não que a perfile na sua totalidade, mas pega nela para contrapor o mundo da vida, que inclui as instituições e tudo aquilo que é criado pelo Homem, para o mundo da Natureza. Há à partida estas duas ordens, a ordem natural e uma outra ordem que iremos esmiuçar mais adiante.

Ele não se queda por aqui e ao perspectivar o que é este Homem no limiar, este Homem que tem uma visão de si que ultrapassa muito o que é palpável, ao perspectivar isso mesmo, o ponto de partida é a pessoalidade e não tanto a individualidade, a ideia de que o relacionamento eu - tu é que está na base de tudo aquilo que é relevante na vida humana, neste sentido da vida que vai para além do que é meramente natural. Este livro não defende nenhuma religião em particular, parte sim da ideia de que o Homem é relacional e não só é relacional como tem uma intencionalidade relacional que vai para além do contacto natural  com o outro, vai para além daquilo que é apenas uma relação que poderíamos ter com um animal ou com um objecto inanimado. É uma relação que procura ver o outro como um eu igual a mim e portanto sujeito de idênticas preocupações. Este outro comigo assume uma relação em que entra uma dimensão que, para ele, é importante, a dimensão do julgamento, a ideia de que quando nos apresentamos, quando nos relacionamos estamos sujeitos ao julgamento do outro. Isso é uma das coisas que ele julga que a nossa sociedade está carente, está carente de julgamento e de apreciações qualitativas. Está muito presa a uma forma demasiado relativizadora de tudo, incluindo da própria natureza humana. Há aqui uma definição de ponto de partida que não é o que esperávamos de um livro que fala da alma, é uma alma muito ancorada no sujeito, mas que se abre ao transcendente.

O que ele procura neste livro é combater aquilo que define o Homem como não há nada mais do que, não ser nada mais do que, é não ser nada mais do que uma construção evolutiva. Ele é bastante crítico da ideia de alguma neurociência que acha que os seres humanos são apenas produto dessa evolução e que aquilo que faz de nós o que somos são meras adaptações, sendo que algumas serão para facilitar a nossa vida social, outras para facilitar a nossa vida reprodutiva, enfim a ideia de que o ser humano é livre, de que o ser humano é capaz de liberdade e que o condicionamento cerebral, se é que o tem, não é suficiente para pôr em causa a pergunta principal que ele se coloca desde sempre. A pergunta é: Porquê? Essa pergunta basilar perpassa por todo o livro, o porquê de alguém que se confronta com a sua finitude, de alguém que não se satisfaz com o meramente natural e de alguém que percebe ao mesmo tempo que essa visão meramente científica ou a aplicação das normas do conhecimento científico nos impedem de ver o conjunto muitas vezes, ele usa dois exemplos, um é o dos pigmentos nos quadros, que são de facto o que há de material neles, mas que se nos ativermos apenas aos pigmentos não conseguimos ver o quadro na sua completude, não conseguimos ver aquilo que nos interpela do lado de lá.

Há uma dimensão estética nesta avaliação e nesta ideia de que o Homem de facto está no limiar. Esse limiar é animado por coisas destas. Quando somos confrontados com uma obra de arte - e ele define a obra de arte como um objecto com o qual nos relacionamos não como um meio mas como um fim. Alguém que nos interpela quase numa relação de eu - tu. Esta ideia expressa na pintura ele encontra-a na música. Sons são sons, mas a verdade é que nós não ouvimos os sons assim, não dissecamos os sons, vamos para além disso e os sons transmitem-nos mensagens que não sabemos bem de onde vêm, mas que de facto imprimem em nós sentimentos, imprimem em nós reacções e portanto há, na própria forma como o homem se vê e se perspectiva enquanto sujeito e enquanto sujeito que se relaciona, há a necessidade disso mesmo, a necessidade de categorias que sejam transcendentes, que não se quedem apenas por aquilo que é o mais estritamente natural. Esta ideia de que o ser humano é mais do que aquilo que faz dele um animal depois acaba por influenciar tudo o resto. Scruton é capaz de ver que estes momentos que ele chama revelações, momentos em que há uma intercepção entre o passado, o presente e o futuro, em que o tempo passa de uma maneira diferente estão imprimidos nas nossas sociedades e radicam em coisas, momentos, entidades, organizações ou instituições que propiciam isso mesmo, ele aí tem uma interpretação da religião que vai buscar muito à influência de Durkheim, ele acha que a religião tem muito que ver com a comunidade, a religião é tecida na comunidade. As crenças e as práticas criam um nó comunitário, não só o criam como o mantêm. Há aqui uma dimensão social que não é despicienda no pensamento de Scruton. Ele fala da ordem da natureza, mas fala também de uma ordem da aliança. Essa ordem da aliança ele baseia na aliança que o Deus do antigo testamento fez com o povo eleito, mas que a circunscreve a uma ordem contratual. Ao mesmo tempo demonstra como também Deus se vinculou a obrigações para com o seu povo. Esta ideia desta ordem é uma ideia de uma sociedade que no julgamento e na relação eu - tu percebe que há instituições, organismos, entidades, convenções que fazem com que ela possa existir e ao mesmo tempo é animada por instituições ou por artefactos que a tornam uma linguagem. É aquilo que lhe permite ser uma e que haja essa comunitarização. Ele vai para além disso, considera que apenas esta ordem da aliança é insuficiente para descrever a humanidade na sua dimensão total, para além dos vínculos contratuais; ele julga-os insuficientes e fala até numa ordem do sacrifício, mais do que o julgamento há a necessidade de amor nas relações humanas e a necessidade de nos darmos de uma forma que vá para além do que é meramente sinalagmático, do que é meramente contratual.

Sacrifício é fazer sagrado, tornar sagrado e ele recupera essas categorias, o sagrado, o sacramental, o sacrificial e julga que a nossa sociedade está sedenta dessa dimensão. Como é muito cauteloso na forma como aprecia e como se expande ao revelar a sua própria crença. Ele pára na definição do objecto transcendente, de vez em quando remete para a tradição cristã, mas não há nesta obra uma tentativa de falar ou de provar a existência de Deus. Há muito mais uma tentativa de relatar experiências da presença de Deus, para um não crente serão meras ilusões, mas o que ele diz é que será assim para o não crente mas a verdade é que para quem inclui na sua linguagem e na sua forma de ver o mundo as tais categorias transcendentes, esses momentos de presença são momentos definidores da vida, são momentos cruciais na vida de cada um e ao mesmo tempo são momentos sem os quais a nossa sociedade seria mais limitada. Há uma sensação de nos encontrarmos no limiar, de sermos uns seres que devem projectar-se para o absoluto sabendo que não chegaremos lá, mas sabendo que se não tentarmos essa projecção para o absoluto, essa abertura à janela do transcendente, também não cumpriremos a nossa verdadeira essência. Não é que ele fale na essência humana, estou a extrapolar, mas a visão de que a alma do mundo é encontrável na forma como os seres humanos se tratam uns aos outros e como desse relacionamento se conseguem abrir ao que está para lá está um pouco na matriz deste livro.

É um livro que não permite perspectivar uma estrutura filosófica como se fosse um edifício, não é uma coisa sistemática, ele aponta diversos tópicos em que esta natureza e este dualismo cognitivo se manifestam. O dualismo é cognitivo mas não é deontologia, ele acha que o ser humano é um, é um nessa dualidade de percepções incomensuráveis, uma não é menos verdadeira que a outra, não são é miscíveis, são formas de ver a realidade diferentes.

Ele fala da overreaching intentionality, é difícil de traduzir o overreaching, mas a ideia de que de facto não basta chegar ao outro, é preciso ver o outro como eu. Isso é particularmente pungente na forma como ele perspectiva o relacionamento humano das pessoas que se amam. Ele fala do carácter infungível dessa relação subjectiva. Eu amo alguém por ser aquela pessoa, não amo aquele corpo, não amo uma característica, esse lado de relacionamento com o outro naquilo que o outro tem de essencial; uma vez que se dedica tanto às questões estéticas, ele encontrou essa janela de transcendência e de essência, não é original, mas a forma como compõe isto é curiosa, na ideia da cara como janela para o interior do outro, assim como esta ordem de aliança emana da ordem natural, mas é uma ordem diferente e depois ainda chegaremos à ordem do sacrifício, também esta outra forma de perspectivar o ser humano é plasmada na relação face a face, na relação em que nós conseguimos ver o outro, não como uma entidade corpórea autónoma mas como de facto um ser, titular de direitos com uma dignidade própria, um eu como eu. Para quem pensa que estaria perante um longo discurso acerca da natureza de Deus e do papel da religião organizada é um bocadinho decepcionante, há quem diga que ele prega aos convertidos, mas a mim o que me parece mais interessante neste livro é a assunção de que de facto estas categorias fazem sentido, mesmo num mundo permeado de capitalismo, de dúvidas acerca de tudo ou pelo menos uma dúvida permanente em relação a tudo ou a quase tudo, que estas categorias continuam a fazer sentido, que o bom, o belo e o verdadeiro são coisas que o ser humano procura e procura em si e procura no outro e procura nas instituições. É claro que tudo isto é passível de um grande cepticismo, de uma grande dose de descrença porque os tempos que vivemos prestam-se a essa mesma descrença, mas ao mesmo tempo é interessante verificar como alguém que parte de uma visão parcelar, ele discorre sobre a música, a caça, o vinho e a política, acaba por procurar ou convergir para uma outra dimensão teológica e ao mesmo tempo teleológica, o ser humano como alguém que procura um determinado fim, um determinado caminho. Sem querer fazer dessa via uma via única ou uma religião própria ou particular, porque ele acaba por se filiar numa determinada tradição e ao mesmo tempo por assumir a sua pertença a uma igreja, esta noção de que o ser humano, mesmo o mais desligado deste lado da metafísica, não pode deixar de ter estas categorias e não pode deixar de as assumir como suas.

Ao mesmo tempo ele rejeita a ideia de que tudo é explicável de uma forma mecânica, que o Homem é quase um títere da natureza, não tem independência, não tem autonomia. Ele é muito claro quanto ao tipo de independência e de autonomia que para ele faz sentido. Ele julga que o Homem é livre na comunidade, não é livre de forma atomizada porque aí a sua liberdade é cortada por outras coisas, pela solidão, pelo desenraizamento, pelo desconhecimento das tradições, pelo corte com o passado e com o fechamento ao futuro. A ideia de que estamos mais próximos da versão de um contrato social que não é um contrato mas sim um consenso entre gerações do que da ideia de Rousseau. Todas estas questões que são pontuadas ao longo do discurso e da obra de Roger Scruton, atingem uma condensação neste livro, é um livro que é excessivamente sintético, não é um livro mono temático e que vá ao fundo das questões, mas esse é um o estilo do autor, a forma de produzir é muito do género de ensaios curtos, muitas vezes com temas que se interpenetram, mas desde o princípio, curiosamente que há uma noção de perda. Mesmo na altura em que ele escrevia que o conservadorismo era passível de existir sem religião, mesmo na altura em que esteve mais afastado da transcendência, a verdade é que o recuo do mar da fé, de que fala o poema Dover Beach de Matthew Arnold é uma imagem que acompanha toda a sua obra, ele julga que a função de um filosofo é refazer essa tessitura, é contribuir para que os seres humanos se redescubram e redescubram estas ordens, esta noção de que a sua natureza é naturalmente assim, é muito mais do que o nada mais do que, é muito mais do que sermos apenas produto de fenómenos evolutivos que ocorreram para que nós nos tornássemos numa determinada forma.

Estamos colocados entre a liberdade e o mecanismo, entre o sujeito e o objecto, entre o fim e os meios, o belo e o feio, a santidade e a profanação e todas estas distinções derivam do mesmo facto, que é o de que podemos viver em abertura aos outros, responsabilizando-nos pelos nossos actos e exigindo responsabilização da parte deles, ou em alternativa podemos fechar-nos uns aos outros e aprender a vê-los como objectos de modo a retirar-nos da ordem da aliança para a ordem da natureza.

Este livro pretende dar-nos razões para não nos retirarmos, para não objectivarmos o outro nem objectivarmos as nossas relações. É um livro sobre o amor e o livro acaba com um salto de fé, como é próprio de um livro que fala sobre as questões da transcendência e do religioso, apesar da sua linguagem ser ambígua, há um momento de confiança final, há quem tenha uma visão diferente e que julgue que ele é só propositadamente ambíguo e que essa confiança é uma confiança mais retórica do que propriamente profunda. Um pensador de esquerda inglês, com quem Scruton tem picardias habituais, Terry Eagleton, diz que a fé para Roger Scruton é como um fato de twead para um conservador, mas a verdade é que a questão não se queda apenas por esse lado, o lado do modismo e da conformidade. Há uma profundidade e ao mesmo tempo uma profusão de fontes que compõem um pensamento que é rico, nem sempre coerente, mas procura ser um sinal para os tempos, procura ajudar não as sociedades enquanto tal, não é dirigido a um país nem a uma civilização, mas que é dirigido aos pequenos pelotões de que Burke falava, às famílias, às associações e a pequenas entidades que possam reconhecer este apelo do que está para lá.

Eu quando o conheci perguntei-lhe, porque na altura pensava em fazer um trabalho sobre a ideia de repúdio e consolação na sua obra. Ele acha que vivemos num momento em que a cultura principal é uma cultura de auto repúdio, em caso de dúvida alinhar com os outros em relação a nós e perguntei-lhe: "Como é que se encontra a consolação?" e a resposta foi que a Igreja ainda está disponível, na altura esse "ainda está disponível" despertou-me para o facto de ser uma coisa que é frágil neste momento, essa disponibilidade, mas ao mesmo tempo encerra uma série de verdades que vão para lá do que é passível de apreensão táctil ou de apreensão imediata pela natureza e que, como ele diz, são intimações profundas do ser humano, portanto não é um livro para chegar a certezas, é um livro para pensar um pouco sobre a forma como nos vemos a nós enquanto sujeitos, como nos vemos a nós enquanto objecto de relações e ao mesmo tempo como vemos a forma como as sociedades se constroem e vivem, ele aliás acha que uma sociedade que não tem um substrato religioso dificilmente sobreviverá por causa da ausência precisamente dessa dimensão sacrificial, a ideia de que não só a piedade é importante, as obrigações que não decorrem de nenhuma obrigação contrária, mas ao mesmo tempo a noção de que há valores pelos quais devemos dar a vida, dar a vida não é só no sentido físico, embora seja esse o limiar natural. O Homem está nesse limiar, perspectiva a sua morte, praticamente desde o principio, portanto essa noção de finitude e ao mesmo tempo a noção de que tudo não é explicável pela natureza permanecem no cerne do nosso entendimento do que é sermos seres humanos.

De uma forma muito simples e sintética, a alma do mundo remete para Platão, para a ideia de cuidado com a alma e remete para duas dimensões, a dimensão de cuidado com a alma própria e, remontando a Durkheim, a ideia de que a alma própria precisa da alma da comunidade, portanto a ideia de que é preciso cuidar das duas. Sem cuidarmos das duas nenhuma deles subsistirá, se calhar é um bocadinho catastrofista e acho que Scruton é até, dentro do seu tom conservador, optimista de uma forma moderada, por isso preferia terminar com uma nota mais animadora. Esta é, sobretudo, uma obra sobre o amor, o amor pelas coisas que existem, pelas coisas imperfeitas, um bocadinho como são quase todas as obras de Scruton, a noção de que é muito mais fácil construir do que destruir, daí a importância dos rituais e daí a importância de sermos membros participantes e não apenas espectadores. É um livro que culmina um caminho, depois deste livro já não escreveu nestes termos sobre a fé e sobre a religião, lançou recentemente um romance sobre as questões da multiculturalidade nas cidades inglesas, mas a verdade é que esse aspecto da desolação e da falta de referência e da falta do aspecto do transcendente e do choque de visões de transcendência estão sempre presentes. É um livro que vale a pena conhecer, fica lançado o desafio para que o possamos debater e conhecer melhor.

Transcrição da palestra de João Vacas (*)